TAG de Equipamentos – o que é, como e porque usar

Charbel Atalla Antonio


Como seria se os carros não tivessem placa? – Como seriam multados? Como funcionaria o “sem parar” do pedágio? Como funcionaria o rodízio?
Na conversa de botequim: – Podia usar o número do celular do motorista. – É, e por aonde? – Numa placa, ué. – Aí deu na mesma – Mas já economizou um número. – É, mas ia multar o cara e não o carro – Muito justo, coitado do carro – Ai, essa me fez lembrar daquele ministro que disse que cachorro também é um ser humano... – Como é que é? – Toninho, dá mais uma.


A questão, ou o fato, é o seguinte: nas grandes indústrias todo equipamento tem um TAG – por necessidade e por extrema conveniência.
Para quem ainda não sabia o que era TAG (para equipamentos), acho que nem é mais preciso explicar ou definir tecnicamente – é a placa do carro – ou o celular do motorista (lá na conversa do botequim). O seu RG é um TAG.
O TAG de um equipamento é só uma identificação, sucinta, normalmente um código, geralmente com letra e número, muitas vezes apenas um número. E, claro – exclusiva, única.
O nome – TAG – vem do inglês. Significa etiqueta, rótulo.

Outro fato: na maioria das pequenas indústrias, e em muitas de médio porte, ainda não se usa TAG. Não importa o nome. Não se usa a idéia. Nenhuma placa, nem um número pintado, nada.

E, o fato principal: o uso de TAG facilita – viabiliza – um grande número de providências, em especial as relacionadas a controles, como ocorre em atividades de manutenção e várias outras (produção, processos, PCP, qualidade, segurança, contabilidade, etc.). É uma linguagem técnica, única. Mais exata – precisa – que qualquer outra descrição do equipamento. Evita confusões – e as suas conseqüências. É um recurso muito simples, que auxilia muito várias ações, da Administração à Operações. É um procedimento comprovado, profissional, que agrega ganhos significativos, em qualidade, prazos e custos.

Se você tiver apenas 2 máquinas, iguais, que você pode confundir uma com a outra, pinte “A” em uma e “B” na outra. Pronto.
Se quiser, identifique – taggeando – acessórios, componentes, qualquer coisa que deseje controlar individualmente.

Gostou? Quer implantar, por em prática? Não tem nada de complicado. Você pode iniciar já, agora.
Comece anotando, num papel, num caderno, numa planilha, a descrição de cada equipamento e atribuindo um número – o TAG – correspondente, para cada um. Como numerar? Como for mais simples, prático. Comece com 001, por exemplo.
Faça 1 por vez, 1 por dia. Ou 5. Ou 20. Você que sabe quando vai querer começar ver os resultados.
Um cadastro seguindo alguma ordem lógica (por setor, processo, tipo de máquina) é interessante, mas não tão importante – se o cadastro for feito já no projeto (para os fluxogramas, implantação de equipamentos, etc.), é o ideal. Mas se os equipamentos já estiverem instalados e operando, para não demorar mais, siga a ordem que for mais fácil. O importante, e aí sim, imprescindível, é identificar cada um com exclusividade, sem deixar possibilidade de dúvida futura: em equipamentos idênticos, anote na sua descrição o número do chassis, ou qualquer outra característica única, ou já mande pintar o número nele. E, quando quiser dar um acabamento final, profissional, mande fazer e afixar plaquetas (de metal são as mais usuais) com os números – TAGS – gravados.

No mais é começar usar, desfrutar. Confusões e prejuízos por falta de controles vão ter algumas desculpas a menos. Passar em farol vermelho sem ser mais multado vai depender mais da “educação” e da “fiscalização”. Trabalhar sem TAG, ou com TAG errado, é muito bom... – para quem não quer enxergar, e muito menos ser enxergado!

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3 comentários:

Alexandre disse...

Como vc. comentou no caso de um mesmo equipamento sempre a o risco de confundilos na hora da identificação.Neste caso eu recomendaria a utilização do CE(Cód. do Equipamento)para evitar erros de Idt. ao inves de um número ja existente (ex. série)o que 'nem sempre existe' e consideraria o TAG apenas como indereçamento do mesmo.

EQ disse...

Sim Alexandre. O TAG é relativo ao processo e o CE ao equipamento. Um tem a função de controle de processos(TAG) e o outro está ligado a manutençao e identificação contábil.

Thais souza disse...

Boa noite! Sera que alguem tem um modelo de como montar a TAG? ve alguem tiver por favor envie para o meu email: thaissilvasouza.2011@gmail.com. Desde ja agradeço!